Em 06 de Junho do ano de 2004 o CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente), publicou a resolução número 346. Pela qual disciplina a utilização das abelhas nativas sem ferrão.

A qual a resolução devia ser revisada e repensada e triste ver um país onde o que e exótico e permitido ser criado mas o que e da sua terra da sua origem (nativo) da sua fauna e flora que devia se defendido e multiplicado mas o que e feito e o contrário colocado várias restrições e limites para criação dessas abelhas vitais importância ao meio ambiente que estão em ameaças constantes a cada dia pelas queimadas, plantações, agrotóxicos e desmatamentos.

desmatamento
As abelhas nativas são criadas pelos meliponicultores em caixa racionais são vista pelo olhar Ibama como estivessem presas nessas caixas com em um cativeiro como por exemplo um pássaro em uma gaiola onde na verdade as mesmas são livres para efetuarem na própria mata nativa em torno ao meliponário o serviço de polinização das arvores nativas que é o transporte do pólen dos estames das flores até a parte feminina de outras e assim concessivamente, através desse trabalho imprescindível de polinização que se obtém os frutos e sementes fecundadas que gerarão outras árvores no futuro.

meliponario

Devia ser visto com um olhar mais aprofundando no trabalho de vital importância dos meliponicultores (pessoa que dedicam na criação das abelhas melíponas ou abelhas sem ferrão). Já que os mesmos através de técnicas de manejo conseguem multiplicá-las e gerar novos enxames, sem contar as enxameações que ocorrer naturalmente nos meliponários dos meliponicultores que acabam sendo reintroduzidos normalmente na natureza em torno, estando os meliponicultores fazendo um serviço imprescindível ao meio ambiente.

Com a falta de informação com base técnicas que sejam expressadas de forma clara ao meliponicultor, como sobre o registro dos meliponários ou sobre o transporte desses polinizadores e demais que cito abaixo. Acaba fazendo os meliponicultores se sentirem desestimulados com a atividade da criação das abelhas nativas, o que na verdade deveria acontecer totalmente o contrário, deveríamos ter o total apoio e incentivo dos órgãos ambientais.

A resolução 346 do Conama, como foi dito acima acaba colocando barreias e restrições até mesmo no limite de colônias de abelhas sem ferrão para cada meliponicultor em seu meliponário onde o máximo permitido de acordo com a resolução são 49 colônia por meliponicultor. Onde acima de 50 colônias o meliponicultor acaba tendo que fazer um registro complicado e com custo incoerente com a realidade da atividade. Tornando a atividade um barreia até mesmo antieconômica que pela qual preservar essas abelhas, entre elas algumas até mesmas ameaçadas de extinção. Como constam algumas divulgadas pela MMA (Ministério do Meio Ambiente) pela portaria 444 de 17 dezembro de 2014 “Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção” entre elas:

1) Nome cientifico: Melipona (Michmelia) capixaba
Nome popular: Uruçu-preta

2) Nome cientifico: Melipona (Michmelia) rufiventris Lepeletier,
Nome popular: Tujuba

3) Nome cientifico: Melipona (Michmelia) scutellaris Latreille
Nome popular: Uruçu

4) Nome cientifico: Partamona littoralis
Nome popular: Desconhecido

Todas essas incluídas e categorizada como em perigo (EN) de extinção. Onde de acordo com essa mesma portaria 444 da MMA, os meliponicultores estão proibidos de criar e multiplicar essas quatro espécies citadas acima. Sendo isso controverso então deixaremos essas mesmas entrarem em extinção? Pois até o momento não vi nenhuma medida a ser tomada para salvar essas espécies e sim o contrário foi feito ao proibir os meliponicultores de criá-las..

A única maneira de barra isso e tirar essas espécies e demais que entrarem na lista de perigo de extinção (EN) no futuro. A meu ver e pela lógica e incentivar a criações dessas espécies pelos meliponicultores e/ou barra as lavouras, extração da madeiras, monitorar e acabar com as queimadas, proibir o uso de agrotóxicos e pesticidas etc..

queimada_amazonia 

plantacoes
Mas a realidade mostra que estamos longe desse cenário acontecer a esperança deve ser confiada aos meliponicultores para salvar essas espécies ameaçadas e demais que acabaram entrando nessa lista sem nada for feito.

E sabido que se não protegermos agora esses polinizadores e demais com a apis mellifera onde e sabido que as abelhas são de vital importância para polinização de 90% da população vegetal, sem elas acabaria consequentemente gerando um efeito catastrófico na cadeia alimentar, além de frutas, vegetais, até mesmo os herbívoros iriam morrer com a queda da oferta dos alimentos carnívoros e demais consequentemente um número maior de espécies seriam afetados até chegar ao homem onde sem os mesmo polinizadores à vida do ser humano está sobre forte ameaça também de entra na lista em perigo (EN) de extinção?!

O que gerará uma crise econômica em cadeia em todo globo terrestre e com isso acarretará em uma luta constante pelo restante de alimento onde a população acabará entrando em atrito até mesmo em guerras. Muitos morreriam de fome e poucos conseguiriam sobreviver a esse caos, que não está distante de nossa realidade atual.

Agora pergunto a resolução 346 do Conama e a portaria 444 da MMA deve ou não ser novamente estudadas e revisadas,  devido a importância vital e relevância fundamental desses polinizadores e também dos meliponicultores?

Os gestores públicos não deveriam planejar meios de recuperar essas espécies ameaçadas de extinção?  Uma delas não séria incentivando e apoiando os meliponicultores de imediato ao invés de criar limitações, barreiras, exclusão e punição; ou vão deixar elas entrarem em extinção?

Não deveria ser criada uma resolução e leis que ao invés de reprimir, devia sim incentivar a prática da meliponicultura, pois se não preservamos os mesmo a partir de hoje como disse Albert Einstein: “Sem abelhas não há polinização. Não há reprodução da flora. Sem flora não há animais. Sem animais, não haverá raça humana. A humanidade terá apenas mais quatro anos de existência.”