O termo como e referido pelos japoneses “焼 杉 板” ou em inglês “Shou Sugi Ban” a qual e referida nos Estados Unidos, que se traduz literalmente como: “placa de cedro queimado”. Sendo uma técnica tradicional secular pela qual era usada pelos japoneses desde pelo menos 1.700, segundo literatura local mas provavelmente mais cedo.

A prática da técnica ficou muito tempo no esquecimento no Japão devido ao surgimento de materiais alternativos já que a madeira no Japão estava completamente escassa pois os japoneses devastavam as florestas para construções e uso da lenha na idade média e a maioria da madeira que restava era importada tinha um custo bastante elevado, esses fatores tornaram a técnica um bom tempo sem uso e acabou sendo esquecida.

Mas no início do ano de 2000, a técnica Shou Sugi Ban foi “redescoberta” no Japão, o que ganhou destaque por designers e arquitetos tanto na América do Norte como na Europa e está virando uma febre mundial.

Onde nesses últimos anos a utilização da técnica explodiu pelas mesmas razões que era popular há centenas de anos atrás no Japão. Os construtores da América do Norte empregaram a técnica para madeira de exteriores como o cedro vermelho e descobriram que funciona tão bem senão melhor que o cedro original dos japoneses.

A técnica consiste essencialmente em queimar a superfície da madeira, podendo deixa a superfície da madeira queimada completamente intacta ou dependo da finalidade para qual será utilizada pode ser em seguida fortemente ou levemente escovado e também selada através de um algum óleo ou tinta para revestimento transparente ou com cores como: cedro, mogno e demais.

A ideia essencial de queimar a superfície da madeira e deixar ela carbonizada serve para inúmeras funções como em destaque: ela acaba sendo selando e preservando a madeira interna, a madeira fica mais resistente ao fogo e UV, não irão apodrecer, cupins e demais insetos não vão nem cogitar em atacá-la.

De acordo com a literatura local a madeira tratada com a técnica pode dura em torno de 80 a 100 anos, sem manutenções alguma, mas pode durar mais tempo se for feito uma manutenção a cada 10 ou 15 anos com revestimento, onde e muito usando no Japão o penofin ou algum outro tipo de óleo como de linhaça ou então verniz ou stain.

A técnica é renovável, natural, sustentável, bonita e ecológica já que prolonga a durabilidade da madeira evitando novos cortes de árvores. Espero em ver essa ideia empregada em muito apiários e em meliponários no Brasil e no mundo. Mas não recomendo aplicar por dentro das caixas somente no exterior o interior deixa com as abelhas operárias fazerem a faxina.

Algumas caixas padrão Langstroth para Apis, usando a técnica Shou Sugi Ban na parte externa, empregada pelo apicultor Chico Vedovatto de Minas Gerais, com aprovação do mesmo e das abelhas:

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Lembrando sempre de tomar todas as precauções necessárias para segurança quando forem manejar o fogo, sendo aconselhado fazer isso em área externa e protegida de preferência de ventos.

Observação na pintura das caixas das abelhas nativas pode ser usado o verniz ecológico depois de ter aplicado a técnica Shou Sugi Ban mas e preciso ser escovado com uma escova de aço as caixas depois de ter aplicado a técnica só em seguida aplicar o verniz ecológico, a qual recomendo usar menos óleo de soja e fazer ele mais concentrado possível. Lembrando que todos os procedimentos devem serem feitos com as caixas vazias sem abelhas. Segue os vídeos explicado como fazer o verniz ecológico e a aplicação nas caixas:

Como fazer verniz ecológico para caixas de Abelhas nativas! (parte 1)

Como fazer verniz ecológico para caixas de Abelhas nativas! (parte 2)

Como fazer verniz ecológico para caixas de Abelhas nativas! (parte 3)